quinta-feira, 25 de junho de 2009

Oi!!!!!!!!!!!!

Na verdade, só passei para dizer um oi, já que a aula do do dia 23 de junho de 2009, deu continuidade ao texto "Práticas de Linguagem oral e alfabetização inicial na escola: perspectiva sociolinguística", de Erik Jacobson. (O qual já foi postado abaixo), e, logo após, deu-se inicio a leitura, em grupo, do primeiro capítulo do texto de Emília Ferrero, "Os problemas cognitivos envolvidos na construção da representação escrita da linguagem", que se trata da apresentação dos estágios da escrita. Contudo, devido a hora, a turma foi liberada e a leitura ficou como dever de casa (risos). Assim, no próximo post tal assunto será melhor explicitado.


Beijocas e até a próxima postagem.
Rafa

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Práticas de linguagem oral e alfabetização inicial na escola: perspectiva sociolinguística

Já que estamos no mês das festas juninas, onde tudo parece nos remeter a Norte e Nordeste, acredito que o contexto do texto de Erik Jacobson, que trata das práticas de linguagem oral e escrita, onde devido as diversidades culturais e o tamanho quase continental do Brasil, fazem com que pessoas de diferentes regiões se expressem de maneiras distintas. Além de também ressaltar as diferenças de linguagem da família e da escola e o quanto isto pode ser complexo para uma criança, possa ser simplificado por este poema, que possibilitará uma reflexão muito mais cuidadosa de nossa prática como docentes das séries iniciais (e das outras também).

"Oi Meu Amor !
Ti quero ocê
Kinem uma foto bunita prá oíá
Uma frô xerosa prá xerá
Uma boca vermeia pra bejá
Ti quero ocê
Kinem uma bala gostosa pra xupá
Um xocolate crocante pra mordê
Um sorvete de morango pra lambê
Ti quero ocê
Kinem massa de pão pra amassá
Uma bunda linda pra biliscá
Um docinho de leite pra comê
Ti quero ocê
De um jeito quarqué
Do jeito ki ocê quisé
Do jeito ki ocê dexá"

Autor desconhecido

Sim, isto é um texto, não riam.
Este é um texto caipira, escrito como cada uma destas palavras é pronunciada nas regiões norte e nordeste. A escrita ou o jeito de falar destas pessoas nos parece engraçado da mesma forma que a nossa maneira carioca de se expressar também é vista por eles, que muito "zombam" deste nosso chiado contínuo, como se fosse um canal de TV fora do ar. É por isso que as diferenças são eminentes e devem ser respeitadas acima de qualquer coisa. Porém, o que encontramos não só nas ruas e praças, mas também dentro das escolas brasileiras é uma tentativa de imposição de um único modo de falar, que muitas das vezes diz respeito a maneira dominante de se expressar, onde "qualquer manifestação linguística que escape desse triângulo escola-gramática-dicionário é considerada, sob a ótica do preconceito linguístico, "errada, feia, estropiada, rudimentar, deficiente", e não é raro a gente ouvir que isso não é português". (BAGNO, Marcos, 2006, p. 40)
Além desta reflexão que ressalta o preconceito linguístico, o que quero propor com este pequeno poema caipira é explicitar uma das ações mais comuns durante um processo de ensino-aprendizagem em uma classe de alfabetização.
Inicialmente, a criança escreve o que fala, caberá ao professor perceber tal atitude, não a considerando um erro mortal, mas sim como um processo de aprendizagem, onde a cada aula o docente deverá mostrar, por exemplo, como a palavra é pronunciada e como é escrita, também podendo utilizar a ludicidade como instrumento.
É preciso fazer com que a criança perceba que a pronuncia das palavras nem sempre saem como são escritas devido as regionalidades e também a rapidez da comunicação, onde, às vezes, ao invez de sair "falando", sai "falano". O gerundismo parece de certa forma, fazer parte do cotidiano, porém não por maldade ou deslecho, mas sim como expressão de uma identidade cultural eminente.
Segundo JACOBSON, "os professores têm de pensar que, para cada indivíduo ou comunidade, a alfabetização funciona como parte de um amplo conjunto de práticas sociais" (p. 92), e mais ainda, que a escola não deve discriminar tais falas, mas sim apresentar uma linguagem formal que possa ser compreendida por um todo. No entanto, vale relembrar que, como explicitado acima, esta linguagem sempre estará ligada a linguagem de uma classe dominante, que a impõe como uma verdade absoluta.
A alfabetização, assim como apresentado pelo mesmo autor, deve ser múltipla, valorizando todas as linguagens possíveis e que tenham significado para seus alunos, possibilitando desta maneira que estes além de aprenderem a ler e escrever tomem consciência de sua cultura e sua identidade dentro de sua sociedade, percebendo desta forma as diversidades existentes e, consequentemente, tornando-se um cidadão crítico e sem preconceitos.
É preciso modificar as metodologias de alfabetização, que quase obrigam nossas crianças a lerem e escreverem sem que isto tenha significado, pois assim como enfatizado por Ana Teberosky e Núbia Ribera, a alfabetização significativa é fundamental para se atingir o objetivo mais do que claro deste processo.
Ler e escrever têm de ser um processo livre, onde todos possam participar ouvindo e expressando suas opiniões, criando assim um indivíduo crítico, reflexivo e tolerante, capaz de respeitar as diversidades e tendo consciência de seu papel social, pois só desta maneira será possível acabar com o preconceito linguístico e tantos outros tão presenta no cotidiano de todos nós.

O vídeo abaixo apresenta muito bem esta diversidade linguística de nosso país e o como tal diversidade é incorporada e/ou também abominada por muitos, além de sintetizar muito bem o que é o preconceito linguístico.




Citei: Vídeo extraído de: http://www.youtube.com/watch?v=iBHMajeluNg
JACOBSON, Eric. Práticas de Linguagem oral e alfabetização inicial na escola: perspectiva sociolinguística. IN: TEBEROSKY, Ana. GALLART, Marta S. et. al. Contextos de alfabetização inical. Trad. Francisco Settineri, Porto Alegre: Artmed, 2004 (p.85 -98)
BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico. O que é, como se faz. São Paulo: Edições Loyola, 2006.

sábado, 6 de junho de 2009

A importância do incentivo a leitura


Este vídeo me emocionou muito, pois me fez refletir sobre a minha importância como professora para o incentiva a leitura.


Com o vídeo é possível notar que com um trabalho cuidadoso e perseverante o professor é capaz de desenvolver em seu aluno o prazer pelos livros, revistas, jornais e tudo mais que utilizar a escrita como mecanismo de comunicação e entretenimento, possibilitando a este o poder de criação de suas próprias escrituras. Pois assim como enfatizado no texto de Ana Teberosky e Núria Ribera, "Contextos de alfabetização na aula", a criança é capaz de desenvolver textos curtos ou longos, desde que esta viva a leitura e a escrita desde muito cedo, tendo contato com todo tipo de material escrito.


Assim, fica claro que o papel do professor é formar cidadãos críticos e reflexivos, mas que também sintam prazer em escrever e ler, proporcionando, desta forma, novos grandes escritores assim como este menino do vídeo que demonstra com perfeição seu amor por uma menininha.




OBS: Este vídeo é um comercial de TV voltado para a arrecadação de fundos para compra de livros nos EUA. Foi extraído do site http://www.youtube.com/watch?v=ASdHSmNGUoU.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Contextos de alfabetização

A aula do dia 2 de junho deu continuidade ao debate do texto “Contextos de Alfabetização na sala”, de Ana Teberosky e Núria Ribera.
Durante a aula foi enfatizado os diferentes contextos de alfabetização, as diferentes maneiras de apresentar e desenvolver no aluno a consciência da escrita e da leitura. Dentre os contextos citados pelas autoras nos deparamos com a valorização da relação entre ações e objetos, ou seja, a interação com os diversos mecanismos de leitura (livros, revistas, jornais etc), que possibilitam a criança, com a interação diária e com os diferentes recursos escritos, perceber a organização dos textos e também como interagir com estes mecanismos.
Outra questão ressaltada é a utilização das imagens como mecanismos muito úteis para o desenvolvimento do senso crítico nos alunos, pois com uma contextualização, o professor pode desenvolver interpretações acerca da imagem, questionando o seu significado para o texto do qual faz parte ou sobre a situação ressaltada pelo docente.
Também cabe relevar a importância da observação da ação dos adultos pelas crianças, que possibilitam a percepção da escrita em diferentes contextos, já que quando os pais ou professores leem jornais, revistas e livros, por exemplo, despertam nos pequenos o interesse acerca deste processo.
A leitura em voz alta surge como possibilidade de acréscimo de diferentes palavras ao vocabulário da criança, ajudando no desenvolvimento da leitura de futuros textos complexos, além de trabalhar a interpretação de diferentes contextos e desenvolver a criticidade, já que durante uma leitura diversas perguntas podem ser feitas tanto pelos adultos, quanto pelas crianças que são extremamente curiosas e perceptivas, o que nos remete a outro contexto apresentado pelas autoras, que seria a importância do trabalho embasado em perguntar e receber resposta, pois “ensinar a fazer perguntas ajuda na compreensão do que é lido” (TEBEROSKY & NÚRIA, 2004, p. 66).
A possibilidade da criança escrever em “voz alta”, ou seja, ditando para o professor, é outro ponto relevante, já que possibilita a criança o contato com o estilo formal de linguagem. Durante este processo cabe ao professor ou ao adulto, utilizado como “escribos”, apresentar aspectos gráficos do texto, como pontuação, espaçamento e paginação. Desta forma, assim como apresentado no texto, “as crianças aplicam conhecimentos , resolvem problemas e, sobretudo, aprendem a usar a linguagem formal em atividades significativas de escrita.” (TEBEROSKY & NÚRIA, 2004,p. 64)
Vale ressaltar que, assim como qualquer conteúdo aplicado nas escolas é preciso que este tenha funcionalidade para os educando, assim o professor pode escrever bilhetes a serem expostos no quadro de aviso, bilhetinhos de carinho para os alunos etc, proporcionado desta forma que a criança perceba o significado e a importância da escrita para a vida cotidiana.
As próprias ações de escrever auxiliam na alfabetização, pois quando a criança é instigada a pensar, esta percebe diferenças da sua percepção para a de outros colegas. É preciso confrontar a criança com sua própria escrita, cabendo ao professor questionar as diferentes escritas propostas pelas crianças acerca de uma única palavra, levando-as a perceber a sonoridade e a grafia das palavras, sílabas e letras.
Por fim, cabe ressaltar que a produção de textos longos deve ser incentivada, já que possibilita ao educando a compreensão de aspectos discursivos e textuais da linguagem, além de valorizar a criança como um ser capaz e motivá-la a desenvolver-se cada vez mais, pois as crianças “são capazes não apenas de reconhecer diferentes tipos de texto, mas também de produzi-los, inclusive antes de dominar a escrita do ponto de vista gráfico. (TEBEROSKY & NÚRIA, 2004, p. 69)”
Assim, fica claro que a alfabetização possui diferentes caminhos que possibilitam a criança compreender a escrita e a leitura não como uma obrigação escolar , mas como um instrumento fundamental para a vida. Desta forma, esta deve se dá de forma contínua e não como conteúdo programático a ser aplicado e assimilado pelos educandos em um único ano de escolarização.
A alfabetização demanda tempo e paciência e é por isso que é considerado um processo tão complexo para diversos professores.

domingo, 31 de maio de 2009

Avaliação formativa

Quando falamos em educação, quase que instantaneamente, lembramos de avaliação. Processo este que durante muito tempo reduziu o ensino/aprendizado a aprovação ou reprovação.
Atualmente, avaliar ganhou um novo significado, pois passou a valorizar o desenvolvimento diário do aluno e não um momento único, além de perceber e valorizar que cada indivíduo é diferente do outro.
Quantas vezes, vi amigos meus em dia de prova com toda a matéria decorada, pensando que tirariam 10, mas quando recebiam as notas percebiam que toda aquela decoreba não havia ajudado em nada. Também tinha aqueles casos em que o aluno sabia toda a matéia, pois nas aulas sempre participava respondendo as questões, mas quando chegava no hora da prova tirava notas baixíssimas. A verdade é que uma prova ou teste sozinho reduzem o aluno a um momento breve dentro de um processo longo e turbulento.
Assim, surge a avaliação formativa, uma reflexão acerca de um processo irreal que leva os profissionais da educação a valorizarem todos os momentos da aprendizagem, ou seja, um processo que "se consubstancia na perspectiva de envolver professor e alunos no processo de avanço das aprendizagens". (ARAÚJO, Ivanildo Amaro de, p. 3)
Não é mais uma receita pronta a ser seguida, é uma reflexão acerca do que melhor poderia apresentar a turma. Um processo que valoriza a realidade do aluno, possibilitando a este apresentar seus conhecimentos prévios durante o processo de ensino que é contínuo.
Assim "a avaliação formativa não tem como objetivo classificar ou selecionar. Fundamenta-se nos processos de aprendizagem, em seus aspectos cognitivos, afetivos e relacionais; fundamenta-se em aprendizagens significativas e funcionais que se aplicam em diversos contextos e se atualizam o quanto for preciso para que se continue a aprender". (ZACHARIAS, Vera Lúcia Camara)


ARAÚJO, Ivanildo amaro de. Construindo o portfólio eletrônico.
OBS: Na imagem postada, o que se quer ressaltar são as diferenças. Ninguém é igual a ninguém. Porém, muitas das vezes o professor avalia como o melhor da classe aquele que mais se parece com ele. É preciso valorizar as diversidades a todo o momento, principalmete dentro de sala de aula.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Avaliação

Hoje o post tem como objetivo "avaliar" as aulas que aconteceram até o presente momento. Suas relevâncias, seus acréscimos e até os pontos negativos.
Bom, começarei ressaltando as discussões de aula, que foram sim muitíssimo importante para a reflexão acerca do processo de alfabetização de nossas crianças. Todas as discussões giraram entorno da importância da valorização da criança e das questões que lhes são significativas.

Foi possível notar a necessidade de se alfabetizar construindo e não apenas juntando letrinhas desconectas. É preciso motivar o aluno, incentivá-lo a participar, interagir.
Observou-se a relevância do profissional de educação está inteirado com a realidade dos pequenos, trazendo contos de fada, poesias e até notícias de jornal para reflexão e debate, proporcionando desta forma uma questionamento sobre as problemáticas que se apresentam a cada dia.
Fica evidente que a presença da realidade cotidiana no dia-a-dia da escola é fator fundamental para se alcançar o objetivo. É preciso está inteirado, refletindo e participando a realidade da comunidade escolar, já que cada escola é uma escola e cada aluno é um aluno.
Além disso, percebemos a importância da avaliação durante o processo de alfabetização, já que durante este processo uma avaliação quantitativa se apresenta totalmente desnecessária e sem fundamento. Desta forma a avaliação formativa e contínua se adequa melhor a alfabetização permitindo ao professor observar diariamente o crescimento e desenvolvimento de seu aluno, percebendo onde já se alcançou o objetivo e onde se deve repensar o ensino.
Contudo, é preciso fazer algumas ressalvas. Eu, aluna do 10º período, não posso deixar de acrescentar que todos estes conhecimentos já me foram passados, o que me faz, consequentemente, em alguns momentos, me sentir desmotivada a participar e interagir, partindo do pressuposto de que tudo isso já faz parte do meu cotidiano como docente. E é por isso, que, neste momento, me coloco no lugar de uma criança que repetiu de ano e tem que rever tudo novamente sem excessão de nenhum conteúdo.
Este questionamento me fez pensar na questão da reprovação e da aprovação automática. Será que reprovar modifica algo dentro de um processo que parece imutável? Será que a aprovação automática tem sentido?
No caso da reprovação, assim como nos apresenta Hermes José Novakoski, esta "muitas vezes é tida como uma forma de exclusão em nossas escolas", ou seja, ao invés das escolas tirarem as dúvidas dos alunos, esta instituição só impõe medo e angústia. O ensino não passa de um processo de obrigação, onde o mais importante é ser aprovado, o que gera nos educando um olhar negativo sobre a escola, já que esta instituição não é concebida como um espaço de descoberta e aquisição de conhecimento por muitos que fazem parte desta comunidade.
Assim, cria-se uma discussão acerca deste procedimento e, desta forma, instaura-se a aprovação automática que vem embutida dentro do conceito de ciclos.
Neste ano, as escolas do município do Rio de Janeiro voltaram a trabalhar com o processo de aprovação e reprovação, pois como a implantação dos ciclos não funcionou nesta rede, a ideia de aprovação automática caiu como um banho de água fria numa educação que já se encontra precária. O sentimento de revolta tomou conta de todos, pais, professores e alunos. O fracasso da educação tinha encontrado outro carrasco.
Contudo, vale enfatizar que o problema se deu devido a falta de formação e informação dos professores sobre como se daria este processo, que foi apenas inserido sem debate, troca de ideias etc.
Assim voltamos as questões levantadas acima, onde a realidade deve ser levada em consideração e com isto cabe perguntar: Será que a nossa realidade de formandos do 10º período, docentes ativas e com um prazo curtíssimo para a entrega de uma monografia de no mínimo 30 páginas está sendo levado em consideração?
Só sei que apesar dos pesares tento, entre trancos e barrancos, fazer a minha parte.


Beijocas,
Rafa.


OBS: Importante ressaltar que a idéia do blog é incrivelmente maravilhosa, porém no momento atual em que me encontro acaba sendo sufocante e angustiante.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Alfabetização significativa

Durante a semana passada ficamos incumbidos de analisar as respostas de nossos colegas de classe sobre o questionário entregue pelo professor . As respostas serão postadas logo, logo aqui no blog. Aguardem!!!!!!
Enfim, a aula do dia 26 de maio de 2009, foi direcionada a reflexão do texto "Contextos de alfabetização na aula", de Ana Teberosky e Núbia Ribera. A discussão girou em torno das orientações construtivistas (Piaget) e socioconstrutivistas (Vygotisky) que enfatizam a necessidade de um ensino embasado nas diversidades da realidade de cada indivíduo.
Estamos falando de uma alfabetização significativa, onde o educando possa aprender de forma interativa e verdadeira, construindo passo a passo um pensamento crítico acerca das diversidades culturais e sociais encontradas em nossa sociedade. Desta forma, é preciso repensar na forma com a educação está acontecendo em nosso país atualmente.
As escolas e, principalmente, professores desmotivados e despreparados embasam seu trabalho docente em uma educação tradicionalista, onde o aluno é encarado como uma tábua rasa, sem nenhum conhecimento prévio.
Segundo Emília Ferrero(1997, p. 47) a "língua escrita deve se converter num objeto de ação e não de contemplação", ou seja, quando a criança se apossa da língua escrita e falada, esta consegue compreender o que se quer dizer, não só armazena ou decorando novos jogos de palavras, o que proporcionaria uma alfabetização qualitativa. Assim, a autora nos apresenta alguns princípios para o alcance de uma alfabetização significativa, são eles:
- Restituir a língua escrita a seu caráter de objeto social;
- Aceitação de que todos podem produzir e interpretar escritas, cada qual em seu nível;
- Permissão e estimulação a interação com a língua escrita nos mais variados contexto;
- Permissão ao acesso o quanto antes possivel a escrita do nome próprio;
- Não valorização imediata da correção gráfica nem da correção ortográfica.
Tais princípios nos remetem a observação de que de início a criança não deve ser submetida a uma análise profunda de conhecimento acerca da leitura e escrita. Este processo deve estar voltado para interação com leitores e materiais diversificados, o que proporcionará uma assimilação mais eficaz.
É preciso ler para os pequenos, questioná-los sobre o assunto, desequilibrá-los, pois segundo Piaget, a criança precisa passar pelo processo de assimilação e acomodação, o que a levará a aquisição de um novo conhecimento.
No entanto, para que o cotidiano do aluno faça parte da escola, é necessário uma discussão acerca do assunto, levando em consideração a maneira como tais significações serão incluídas dentro do processo de ensino/aprendizagem, e, principalmente, como debatê-las.
Desta forma, é preciso criar inicialmente nos profissionais de educação uma conscientização do que é alfabetização, e como observar os fatos relevantes, valorizando e interagindo de forma crítica com estes.
Visando isto, o texto de Teberosky e Ribera, apresenta ainda a informação como mecanismo importantíssimo para este processo, já que por meio desta será possível descobrir e discutir os temas relevantes, além de está inserida no contexto da criança, o que possibilitará diversas situações para a alfabetização.
Outro ponto relevante diz respeito as diferenças de classe que nem sempre são os principais motivos para o fracasso escolar. É verdade, que em inúmeros casos as famílias são responsáveis por este problemas, porém isto não é o ponto crucial para o fracasso.
Não é porque uma família é pobre, que seus filhos serão analfabetos. A verdade é que o fracasso da alfabetização, não se dá apenas pela falta de incentivo e participação da família ou ainda falta de recurso. O fracasso depende de inúmeros outros pontos para ocorrer e cabe ao profissional de educação refletir acerca destes pontos, os identificando e criando uma solução para a problemática.
O que precisamos é um participação e incentivo maior de todos as partes (família, escola e governo) para a modificação de um processo de segregação e alienação, onde os indivíduos são impossibilitados de pensar e agir, sendo coagidos a acatarem todos os pontos de vista de uma elite opressora.